domingo, 25 de março de 2007

Um “abrasador” Mundial de Corta-Mato!


Decorreu ontem sob escaldante temperatura de 34º!!! Graus e 80% de humidade
(acho que com esta condições até o simples facto de andar cansa!!!) o Campeonato do Mundo de Corta-Mato(resultados completos) em Mombasa no Quénia.
Primeiro de tudo não percebo como é que a Federação Internacional (IAAF) permite a realização de um Mundial de Corta-Mato, (disciplina tipicamente disputada na fase Inverno) numa região onde se sabe que as condições climatéricas não são as melhores!
Será que foi uma maneira de IAFF fazer uma “operação de charme” ao continente africano que normalmente nunca vê atribuídas grandes competições internacionais?
Pelo menos teve algo a favor, que foi o imenso publico presente (fala-se na imprensa em 100 mil pessoas!!!)
Se normalmente nestes campeonatos o predomínio dos atletas africanos já é a longos anos por demais evidente, muito mais é quando esta competição é disputada num clima a que só os atletas africanos estão acostumados.
Deste modo logo à partida todos atletas não africanos estão em desvantagem, por isso mesmo muitas das selecções europeias nem formaram equipas completas.
Mas apesar de todas estas contrariedades Portugal em relação a esta competição, pode-se dizer que fez o que era possível.
Para começar quero destacar mais uma brilhante actuação de Jessica Augusto (12ª), melhor atleta “genuinamente” europeia (a holandesa Kiplagat, que venceu, é de origem Queniana, só à poucos anos vive na Europa). Mais uma vez atleta portuguesa demonstrou o seu grande potencial e está cada vez mais a afirmar-se no panorama do atletismo de nível Mundial, Parabéns Jéssica!
Falando então do sector de Seniores Femininos neste Mundial, a vencedora foi a “holandesa” Lornah Kiplagat, que derrotou por expressivos 24 segundos a etiope Tirunesh Dibaba, enquanto na 3ª posição surgiria a sua compatriota Meselech Melkamu.
Em termos colectivos a Etiopia derrotou mais uma vez o Quénia nesta competição.
A outra representante portuguesa, Mónica Rosa, foi uma das muitas desistências que existiram neste Mundial, devido ás exigentes condições climatéricas.
Em Seniores Masculinos, a grande curiosidade residia no facto de saber se Keninisa Bekele conseguiria conquistar o Hexa, ainda para mais no País seus maiores rivais.
Desta vez as coisas correram mal a Bekele (os campeões também tem dias maus) segundo dizem foi traído pelo seu estômago, desistindo a uma volta fim, mas a vitoria nem sequer foi para um atleta da casa, o grande vencedor foi o eritreu Zersenay Tadesse(na foto), derrotando claramente os quenianos Moses Mosop(2º) e Bernard Kipyego(3º).
Quanto à participação portuguesa com 8 representantes neste sector, o melhor acabou por ser o experiente Paulo Guerra (49º), se atendermos ao facto das 7 grandes potências africanas, habituadas a este clima apresentarem praticamente equipas completas, o que significava uma “mancha negra” de no máximo 63 atletas!!!, não foi nada mau! Mesmo a nível de atletas europeus contam-se pelos dedos de uma mão os que surgem nos 50 primeiros!
Quase um minuto depois surgia o “Bombeiro Sapador” Manuel Damião (75º) seguido do seu colega de profissão, o meu grande amigo José Maduro (85º), o 4º português seria Ricardo Ribas(93º) seguido de muito perto pelo meu grande amigo Licínio Pimentel(95º), a fechar a equipa portuguesa, surgiu o “estreante” Rui Teixeira(123º).
Numa prova que contou com 134 atletas a cortar a linha da meta, os portugueses Rui Pedro Silva e Nuno Costa acabaram por fazer parte da extensa lista de atletas (31!!!) que desistiram.
A nível colectivo vitória para o Quénia, facilitada em parte pela desistência de 5 atletas da grande rival a Etiópia, que acabou por nem sequer entrar nas contas da classificação colectiva. Portugal acabou por alcançar a 10ª posição (2ª formação europeia, atrás da Grã-Bretanha).
A nível da prova de juniores, em femininos, vitória para Linet Barasa do Quénia que venceu por equipas, a representante portuguesa, Joana Costa, foi mais uma das muitas desistências deste Mundial. Em juniores Masculinos vitória para Asbel Kiprop do Quénia, formação que acabou também por vencer colectivamente. Quanto aos 2 juniores portugueses, a “revelação” Ricardo Mateus, foi 71º, enquanto Pedro Cirne seria 91º, numa prova no qual concluíram 105 atletas!

2 comentários:

cristo disse...

caro ricardo, é com prazer k sigo atentamente o teu blog. knt ao assunto sobre o camp. mundo, a meu ver, apesar de sabermos k não é facil para os europeus correr nestas condiçoes,é preciso ter bom senso e ter consciencia k + tarde ou + cedo algum ano haveria de se realizar um camp. em africa, assim cmo se realizou no japao no ano anterior. é preciso descentralizar pois os europeus ate nem se podem queixar desse aspecto pk a maioria dos camp. são realizados na europa.apesar de todos saberem das dificuldades, houve atletas portugueses bastante interessados em ir ao quenia(claudia pereira,sara moreira,etc) a federação é k assim nao entendeu. nem todas as desistencias foram por causa das condiçoes climatericas, por exemplo, rui pedro silva desistiu pk + 1 vez nao se controlou nas voltas iniciais pagando por isso. ja ribas e guerra mostraram toda a sua experiencia em correr nestas condiçoes. continuaçao

Anónimo disse...

ricardo,concordo com o anterior comment,ja era altura de realizar uma prova deste tipo em africa...mas realmente nunca se viu um dominio tao avassalador da legiao africana.em relaçao aos portugueses,o guerra esteve bastante bem,a jessica ,excelente.qualquer dia luta com as primeiras,nao duvido.umabraço david rosa